O arapaçu-de-bico-torto (Campylorhamphus falcularius) é uma espécie de ave da subfamília Dendrocolaptinae. Também conhecido por “Arapaçu-alfange”, “Gurizão”.
Características
24cm. Bico longo (6cm), fino e recurvado, lateralmente comprimido e de cor negra; o pescoço longo. Voz: um estridente “spiä” ( advertência); sequência de três assovios roucos porém melodiosos e descendentes, seguida por um assovio ascendente “tschríä-tschriä-tschríä-tschri-í”, às vezes em estrofes mais prolongadas (canto)
Alimentação
Insetívoros.
Reprodução
Nidificam em ocos de árvores não sendo capazes de, por si próprios, escavarem tais abrigos. Põe geralmente dois ovos branco-puro com pouco brilho, preparando um colchão de pedaços de casca ou de folhas secas. O casal de reveza ( ou não ) na incubação e criação dos filhotes.
Hábitos
Ao se alimentar, o arapaçu-de-bico-torto enfia o bico longuíssimo até a testa, em ocos e fendas de galhos, nas“janelinhas” retangulares que os roedores abrem em bambus e entre bromélias e outras plantas. Os seus habitats naturais são: florestas subtropicais ou tropicais úmidas de baixa altitude e regiões subtropicais ou tropicais úmidas de alta altitude.
Distribuição Geográfica
Pode ser encontrada nos seguintes países: Argentina, Brasil e Paraguai
fonte http://passarosdooestecatarinense.blogspot.com.br/2013/12/arapacu-debico-torto.html
domingo, 25 de janeiro de 2015
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
Guaracava-de-barriga-amarela
Seu nome significa: do (grego) elaineos = da cor de azeite, verde oliva; e do (latim) flavus = amarelo; e gaster = ventre, barriga. ⇒ (Ave) verde oliva com barriga amarela.
Possui os nomes comuns de maria-é-dia (São Paulo), maria-já-é-dia, bobo (Mato Grosso e Mato Grosso do Sul), caracutada (Pernambuco), cucuruta, cucurutado, guaracava (São Paulo), guaracava-de-crista-branca (Pernambuco), maria-acorda, maria-tola (Minas Gerais) marido-é-dia e joão bobo(Santa Catarina).
A guaracava-de-barriga-amarela, como também é conhecida, pertence ao gênero Elaenia que é famoso entre os ornitólogos pela dificuldade na identificação de suas espécies.
É a guaracava mais comum e mais abundante por todo o Brasil. Embora, signifique que para uma identificação com estrita segurança e confiabilidade necessita-se do auxílio da vocalização(ouvir ou gravar a voz). Estas espécies crípticas somente poderão ser identificadas em campo, no local, não há uma mínima possibilidade se aplicarmos a comparação visual através dos registros fotográficos. Esta assertiva é de difícil aceitação pelos observadores que fazem seus registros.
Características
Mede cerca de 16 centímetros. É uma das espécies de maior porte do grupo. E menor apenas que Elaenia spectabilis - com a qual se parece bastante - Elaenia pelzelni, Elaenia obscura e Elaenia dayi - a maior do grupo. É, também a de comportamento mais chamativo. As costas são mais oliváceas do que as outras aves do gênero. As duas faixas brancas da asa ficam mais nítidas devido ao contraste. Na cabeça, mais acinzentada, destaca-se um anel branco ao redor dos olhos e uma pequena área clara entre o olho e o bico. As penas do topete são longas e mantidas eriçadas, sem ter o aspecto “despenteado” de Elaenia cristata. Garganta branca com um tom acinzentado nos lados e no peito, antes de chegar à barriga amarelada. Logo depois da muda (março/abril), o amarelo é mais forte, esmaecendo com o envelhecimento da pena, até chegar a um cinza com leve amarelado no final do ano
Alimentação
Muito ativas, movimentam-se por áreas abertas e copas das matas, buscando invertebrados e pequenos frutos. Alimenta-se principalmente de pequenos frutos como amora, erva-de-passarinho, magnólia-amarela e figos-benjamim, mas também come insetos como formigas, besouros, cigarrinhas e cupins voadores
Reprodução
Nas madrugadas do período reprodutivo possui um chamado baixo e grave, repetido continuamente, a primeira parte ascendente, um intervalo e a continuação descendente, no mesmo tom. Seu período de reprodução acontece de julho a novembro. Seu ninho é em forma de tigela funda de fibras vegetais e raízes finas, presa com firmeza sobre um galho horizontal e revestida por fora com uma camuflagem perfeita de líquens e cascas de árvores e a fêmea bota em média 2 ovos de cor creme com manchas vermelhas. A incubação leva cerca de 16 dias e os filhotes desenvolvem a plumagem dentro dos 16 dias após a eclosão.
Hábitos
Raramente descem ao solo. Passam a maior parte do tempo subindo às copas das árvores. Costumam empoleirar-se em locais expostos, vivendo em casais ou pequenos grupos familiares. Durante o dia, possuem um canto característico, diferente das outras espécies desse gênero. Ele lembra o apito de um mestre de bateria de escola de samba. É emitido por uma das aves do casal e a outra imediatamente responde
http://www.wikiaves.com.br/guaracava-de-barriga-amarela
Fogo-apagou
Fogo-apagou é uma ave columbiforme da família Columbidae.
Seu nome significa: do (latim) columbina = referente à família Columbidae; e do (latim) squamatus = referente a escamas, escamada. ⇒ pombinha com escamas ou pombinha escamada.
O nome popular fogo-apagou é sem dúvida a melhor tradução escrita para o canto desta ave, um dos sons mais típicos da “roça”.
Recebe os nomes populares de rolinha-carijó, fogo-pagô (onomatopeico), rola-pedrês, Felix-cafofo (Paraíba), paruru e galinha-de-Deus. Na região mais setentrional do Nordeste brasileiro, precisamente no interior dos Estados do Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco, Columbina squammata é chamada pelos moradores locais de rolinha-cascavel ou rolinha-cascavilinha devido ao padrão da plumagem lembrar o aspecto das escamas da cobra cascavel (Crotalus durissus)
Na música popular, deu nome à composição de Sá e Guarabyra Fogo Pagô, que traz os versos:
Fogo pagô que encantou
Levou embora
Ai, teus murmúrios na memória…
Foi cantada também por Luiz Gonzaga.
Características
A característica mais marcante desta espécie é o padrão escamado da plumagem, que lhe proporciona camuflagem. A cor de base é o bege. Quando em voo é possível ver uma faixa branca na base da asa, seguida pela faixa branca da lateral da cauda. Mede cerca de 19 centímetros.
Alimentação
Alimenta-se no chão, andando com a barriga quase arrastando no solo. Quando assustada, voa bruscamente para árvores próximas. Uma árvore chamada Crindiuva (Trema micrantha) dá um dos frutos prediletos dessa espécie.
Hábitos
A fogo-apagou é uma rolinha de hábitos geralmente discretos, que anda em casais ou pequenos grupos pelas bordas de matas, cerradões, pomares, parques e outros tipos de vegetação, excluindo-se os muito abertos ou muito fechados. Seu silêncio só é quebrado pela vocalização, que a ave só emite empoleirada em locais bem escondidos, e pelo ruído produzido pelas asas quando a ave alça voo, lembrando um gemido. No Sudeste é tida como espécie arisca, sendo muito mais ouvida do que vista em cidades como Campinas ou Ribeirão Preto, mas é curioso notar que em Brasília ou Goiânia a fogo-apagou aproxima-se muito mais das pessoas, ciscando nas calçadas da mesma forma que a rolinha-roxa (Columbina talpacoti).
Ornitólogos e observadores de aves do estado de São Paulo vêm relatando um certo declínio nas populações desta espécie. Muitos atribuem este declínio à competição com a pomba-de-bando (Zenaida auriculata), que vem aumentando sua distribuição e abundância
corruíra
O corruíra possui diversos nomes populares, tais como: correte, maria judia (Pará), cambaxirra, garrincha (Minas Gerais e Maranhão), cutipuruí (Pará, Amazonas), rouxinol (Ceará, Pernambuco e Paraíba), corruíra-de-casa, carriça, garriça, curuíra, coroíra, curreca (Santa Catarina) e carruíra (Rio Grande do Sul)
Quase inconfundível, ao menos em ambientes alterados pelo homem, as outras espécies brasileiras da família Troglodytidae são típicas de ambientes florestais ou restritas a habitats muito específicos.
Até recentemente a espécie Troglodytes aedon tinha sua distribuição registrada em todo o continente americano, exceto acima do Círculo Polar Ártico, no entanto após uma série de estudos, as populações ao sul do México passaram a ser consideradas como uma espécie distinta, renomeada como Troglodytes musculus. A mudança no nome científico não mudou em nada a popularidade desta ave já muito conhecida em nosso país.
Muito comum, ocorre virtualmente em todos os hábitats abertos e semi-abertos, aparecendo rapidamente em clareiras abertas em regiões florestadas. Habita também os arredores de casas e jardins, inclusive no centro de cidades, e ocupa ilhas na costa marítima, cerrados, a caatinga, borda de matas e margens de banhados.
Seu nome significa: do (grego) Troglodytes = aquele que mora em cavernas; (latim) musculus diminutivo de mus = pequeno rato; camundongo.⇒ pequeno rato que habita as cavernas.
Características
Mede 12 centímetros de comprimento. Seu canto trinado, alegre e melodioso, é ouvido principalmente no começo da manhã. Enquanto ela se move sobre construções ou na vegetação, emite sem parar um crét crét, rouco e baixo. Bem pequena, pode ser escondida na palma da mão. É parente do famoso uirapuru, considerado por muitos como a ave brasileira que tem o canto mais bonito. Também a corruíra é grande cantadora.
Alimentação
Come insetos pequenos (besouros, cigarrinhas, formigas, lagartas, vespinhas) e aranhinhas, e às vezes até filhotes de lagartixa. Captura as presas enfiando o bico em frestas e cavidades, tanto em construções humanas quanto sob a casca de plantas.
Por alimentar-se de pequenos insetos que procura entre a folhagem baixa e em todo lugarzinho escondido nos cantos dos jardins. Por este motivo recebeu o nome científico de musculus, que significa rato, já que dá a impressão de ser um camundongo, quando está saltitando pelos cantos
Reprodução
Faz seu ninho em todo tipo de cavidade, o que motivou também o nome do gênero Troglodytes, que significa morador da caverna. Com certeza os comportamentos mais notáveis em relação a esta espécie referem-se a sua reprodução, pois a corruíra é capaz de construir seu ninho nos locais mais improváveis. A lista de relatos de ninhos construídos em condições incomuns é grande, passando por telefones públicos, tratores, caixas de música, instalações elétricas etc. É uma das aves que mais se aproveita dos ninhos artificiais disponibilizados pelos humanos, especialmente caixas com entrada pequena. Nidifica em qualquer cavidade, como troncos de árvores ocas, embaixo de telhas de casas ou em ninhos de outras aves. Os ninhos são constituídos principalmente por gravetos entrelaçados com no máximo 18 centímetros e mínimo 1,7 centímetros.
Hábitos
A corruíra pode destruir ovos de outras espécies de aves sem nem mesmo alimentar-se deles. Este comportamento pode estar relacionado à eliminação de competidores de outras espécies. Há vários relatos deste comportamento para a espécie americana, e para a brasileira há uma descrição de predação em ovos do sabiá-barranco (Turdus leucomelas). Vive solitária ou aos pares; macho e fêmea cantam em dueto
Quase inconfundível, ao menos em ambientes alterados pelo homem, as outras espécies brasileiras da família Troglodytidae são típicas de ambientes florestais ou restritas a habitats muito específicos.
Até recentemente a espécie Troglodytes aedon tinha sua distribuição registrada em todo o continente americano, exceto acima do Círculo Polar Ártico, no entanto após uma série de estudos, as populações ao sul do México passaram a ser consideradas como uma espécie distinta, renomeada como Troglodytes musculus. A mudança no nome científico não mudou em nada a popularidade desta ave já muito conhecida em nosso país.
Muito comum, ocorre virtualmente em todos os hábitats abertos e semi-abertos, aparecendo rapidamente em clareiras abertas em regiões florestadas. Habita também os arredores de casas e jardins, inclusive no centro de cidades, e ocupa ilhas na costa marítima, cerrados, a caatinga, borda de matas e margens de banhados.
Seu nome significa: do (grego) Troglodytes = aquele que mora em cavernas; (latim) musculus diminutivo de mus = pequeno rato; camundongo.⇒ pequeno rato que habita as cavernas.
Características
Mede 12 centímetros de comprimento. Seu canto trinado, alegre e melodioso, é ouvido principalmente no começo da manhã. Enquanto ela se move sobre construções ou na vegetação, emite sem parar um crét crét, rouco e baixo. Bem pequena, pode ser escondida na palma da mão. É parente do famoso uirapuru, considerado por muitos como a ave brasileira que tem o canto mais bonito. Também a corruíra é grande cantadora.
Alimentação
Come insetos pequenos (besouros, cigarrinhas, formigas, lagartas, vespinhas) e aranhinhas, e às vezes até filhotes de lagartixa. Captura as presas enfiando o bico em frestas e cavidades, tanto em construções humanas quanto sob a casca de plantas.
Por alimentar-se de pequenos insetos que procura entre a folhagem baixa e em todo lugarzinho escondido nos cantos dos jardins. Por este motivo recebeu o nome científico de musculus, que significa rato, já que dá a impressão de ser um camundongo, quando está saltitando pelos cantos
Reprodução
Faz seu ninho em todo tipo de cavidade, o que motivou também o nome do gênero Troglodytes, que significa morador da caverna. Com certeza os comportamentos mais notáveis em relação a esta espécie referem-se a sua reprodução, pois a corruíra é capaz de construir seu ninho nos locais mais improváveis. A lista de relatos de ninhos construídos em condições incomuns é grande, passando por telefones públicos, tratores, caixas de música, instalações elétricas etc. É uma das aves que mais se aproveita dos ninhos artificiais disponibilizados pelos humanos, especialmente caixas com entrada pequena. Nidifica em qualquer cavidade, como troncos de árvores ocas, embaixo de telhas de casas ou em ninhos de outras aves. Os ninhos são constituídos principalmente por gravetos entrelaçados com no máximo 18 centímetros e mínimo 1,7 centímetros.
Hábitos
A corruíra pode destruir ovos de outras espécies de aves sem nem mesmo alimentar-se deles. Este comportamento pode estar relacionado à eliminação de competidores de outras espécies. Há vários relatos deste comportamento para a espécie americana, e para a brasileira há uma descrição de predação em ovos do sabiá-barranco (Turdus leucomelas). Vive solitária ou aos pares; macho e fêmea cantam em dueto
Corrupião
| fotografado próximo a Leonel |
Nome Popular: Corrupião Nome Científico: Icterus jamacaii Peso: Entre 45 a 50 g Tamanho: 23 cm Expectativa Vida: Aproximadamente 20 anos Alimentação Alimentam-se basicamente de frutas, legumes e verduras como maçã, mamão, laranja, goiaba, banana, jiló, berinjela, cenoura, beterraba, couve, almeirão. Aceitam muito bem larvas de tenébrio, aranhas e insetos.Reprodução Reproduz entre a primavera
Onívoro. O corrupião se alimenta de frutos, sementes, insetos, aranhas e outros pequenos invertebrados. Aprecia a seiva das flores e os frutos do cactus. Come também as flores do ipê-amarelo e do Mulungu, esta ultima faz com que sua plumagem fique com um tom laranja bem forte. Alimenta-se à várias alturas, com preferência para a vegetação mais baixa. Como outros membros da sua família, utiliza uma interessante técnica para conseguir comida, conhecida como “espaçar”, “gape” em inglês, que consiste na inserção do seu bico fino numa fruta, folhas enroladas ou madeira podre, por exemplo, abrindo as mandíbulas, fazendo assim uma cavidade para espiar e pegar o alimento escondido
Em muitos lugares o Corrupião se tornou um grande problema. Em Linhares por exemplo esta ave não existia antes e apareceu bem recentemente. Como ele pode se alimentar de ovos de outras aves, muitas vezes ele invade ninhos alheios. Eu já presenciei casos de Corrupiões entrando em ninhos de outras aves e comendo os ovos. - Gabriel Bonfá
Reprodução
Atinge a maturidade sexual de 18 a 24 meses. As vezes constrói seu próprio ninho, mas costuma ocupar ninho alheio para procriar (ex.: bem-te-vi, casaca-de-couro, joão-de-barro, joão-de-pau e xexéu), enxotando os donos e jogando seus filhotes ao chão, mas não é totalmente parasita, pois choca e cria sua própria prole. Cada ninhada geralmente tem entre 2 e 3 ovos, tendo de 2 a 3 ninhadas por estação. Os filhotes nascem após 14 dias
Hábitos
É comum em áreas da caatinga e zonas secas abertas, onde pousa em cactáceas, e também em bordas de florestas e clareiras, nos locais mais úmidos, nos locais mais secos como a caatinga nordestina procuram avidamente as fontes de água, tanto para matar a sede como para tomarem deliciosos banhos. Vive aos pares. Não costuma acompanhar bandos mistos de aves.
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